quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

... Recuerdos ...


Apolo? Apolo!
As flores e o incenso do teu templo eu os tenho ainda.
Senhor das núpcias, chama que nos faz um só, volta a me alucinar o turbilhão dos ímpetos proféticos.

Agamenon!
O grande rei e general!
Destrói o que mais amava.
Oferece a filha Ifigênia em sacrifício para abrir os mares e o barcos gregos virem buscar Helena, mulher de seu irmão, uma rainha pretensamente raptada, mas que, na verdade, se entregou ao adultério por sua livre vontade.

Um machado!
Uma lâmina fria cortando a minha garganta e a de outros:
Orestes, que mata Clitemnestra, que mata Agamenon, que matou Ifigênia.
O filho matando a mãe, que matou o pai, por matar a filha.
A filha assassinada pelo pai, assassinado pela esposa, assassinada pelo filho!
Todos enterrados às pressas no meio da noite escura!
Ponto final!

Que destruição essas minha núpcias causarão!
Frutos sangrentos da minha forçada cama nupcial.

Mas, que é aquilo?
Ali, olhe! Ao pé do rochedo.
Um corpo nu, lavado pelas águas do riacho.
Tão frio e branco!
Famintos animais selvagens à cata de comida já o encontraram e nele cravam suas presas.
Sou eu, Cassandra, meu corpo!
A virgem sacerdotisa de Apolo! Morta!


Por Cassandra (minha personagem) em "Tróia", espetáculo baseado em "As Troianas" de Eurípides.







domingo, 7 de fevereiro de 2010

2010, Cia ¿Purquá? Teatro y otras cositas más ...

Dizem que um novo ano traz novas energias, esperanças etc e tal. Sempre acreditei no poder do pensamento, da reconstrução, da fé, da vontade, do trabalho, do amor e do cosmos, mas confesso que, em termos profissionais, estava sentindo falta de novidades. Pois bem, janeiro chegou e com ele a primeira etapa de um longo e lindo processo de construção do espetáculo de estreia da nossa Cia Purquá Teatro. Nossa diretora desembarcou, direto de Montevideo, no Salgado Filho com todo o gás para dar o start no projeto. Foram dias muito intensos, fortes, de muito trabalho, dedicação, estudos, erros e acertos sob a batuta da diretora uruguaia Gabriela Iribarren. Eu, Fernando Braz, Janaina Lima e André Nascimento acertamos, erramos, brincamos, rimos e nos entregamos ... assim vai se construindo o espetáculo. O nome? Daqui a pouco vocês saberão, ainda é segredo ... Esse projeto é como um filho pra mim e "hay que esperar el tiempo cierto". Abro aqui um parenteses para falar sobre a minha felicidade de trabalhar com teatro em Porto Alegre. Em Portinho o que conta é o projeto (e não a possibilidade de ter um famoso no elenco como no Rio) e assim se consegue unir numa mesma empreitada pessoas tão valorosas em todos os sentidos. Obrigada a minha equipe gaúcha de primeiro time Coca Serpa, Rudinei Morales e Cláudia de Bem, vocês acreditaram no projeto e tenho certeza que o nosso espetáculo será belíssimo. Agradeço também a uma grande amiga e grande arquiteta, Elaine Blank - por todos os momentos de carinho, força, riso, solidariedade e dedicação - que se juntou "con las locas" nessa empreitada e vem se saindo uma ótima produtora executiva. Sem ela esse sonho ia ficar mais difícil. Agradeço também a Ju por receber com o maior carinho, por várias vezes, nós atores em sua casa para leituras e reuniões. Agradeço a minha amiga Adriane Mottola pela força, pela paciência e pela generosidade. Agradeço a Roberto Oliveira por ter nos cedido a sala do Depósito de Teatro para alguns ensaios. E agradeço a minha querida amiga Gabriela Iribarren pelo "sacode" em setembro passado, por acreditar no meu trabalho e por tornar um desejo, em comum, de dois anos atrás em realidade. Agora é a hora! ¡Dale! ¡Dale! E, acima de tudo, agradeço a Deus por me dar aos 3.6 uma nova chance de voltar a trabalhar com o que mais amo na vida: O TEATRO. Evoé! 
2010 já começou fervendo e quero mais, mais e mais. Criei um projeto musical para o "Quintas no BNDES 2010", concorri nacionalmente a uma das onze vagas e ganhei! Sim! Em breve uma produção minha estreará no palco do BNDES. 
E lá vamos nós! Em frente! ¡Arriba! ¡Adelante! 
¡Hasta Pronto! ¡Besitos!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Existentialisme de Sartre : condamnés à la liberté

En 1943, soit un an avant la création de Huis clos, Jean-Paul Sartre publie L’Être et le néant : une brique définissant sa doctrine philosophique et dont plusieurs des idées maîtresses imprègnent la pièce. Inspiré par des concepts issus notamment de Heidegger, Sartre y développe une philosophie axée sur la liberté humaine. Une théorie qui fait alors de lui le principal représentant de l’existentialisme athée français. Que dit, en gros, l’existentialisme sartrien ? Il affirme d’abord la gratuité de l’existence humaine, que rien ne justifie a priori. Et selon la formule restée célèbre, «l’existence précède l’essence»: il n’y a pas de nature humaine prédéterminée. L’Homme se définit et se construit par ses actes, il n’est rien d’autre que ce qu’il fait de lui-même. Le corollaire de cette liberté est la responsabilité. L’être se retrouve «condamné à être libre. Condamné, parce qu’il ne s’est pas créé lui-même, et par ailleurs cependant libre, parce qu’une fois jeté dans le monde, il est responsable de tout ce qu’il fait.» Nier cette liberté et cette responsabilité inhérentes à la condition humaine relève de la «mauvaise foi». À chaque homme de donner, dans l’action, un sens à sa vie et au monde. L’être humain décide de ses propres valeurs, mais en l’absence de Dieu ou de déterminisme, rien ne lui en assure la justesse. Et nos choix individuels, parce qu’ils créent «une image de l’homme tel que nous estimons qu’il doit être», engagent l’humanité toute entière. Le mouvement de l’existentialisme, auquel on a aussi rattaché Albert Camus, connaîtra une véritable vogue populaire durant l’immédiate après-guerre. Le mode de vie de la jeunesse envahissant les cafés du quartier parisien fétiche de Sartre, Saint-Germain-des- Prés, est même qualifié d’«existentialiste». En même temps qu’il est galvaudé, l’existentialisme sartrien est très contesté, notamment par les communistes. Au point que «le mot a pris aujourd’hui une telle largeur et une telle extension qu’il ne signifie plus rien du tout», déplore Sartre dans une conférence très courue, prononcée à l’automne 1945 pour répondre à ses critiques, et publiée sous le titre L’existentialisme est un humanisme. Avec le temps, Sartre nuancera un peu ses positions sur la liberté. En 1960, le philosophe publie La Critique de la raison dialectique, ouvrage dans lequel il tente de concilier l’existentialisme et le marxisme, la liberté et l’Histoire. Enrichi d’un second tome paru après la mort de l’auteur, l’œuvre restera inachevée. Extrait de l' Emporte-Pièces 09-10 Marie Labrecque

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

domingo, 10 de janeiro de 2010